Translated books / Livros traduzidos

“A Farewell, goodbye” – Eduardo Alexandre Pinto (PT-ENG)

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PT ENG
Assim que terminei a carta lembrei-me do dia em que nos encontrámos pela primeira vez. Combináramos na Brasileira. Subi a custo as ruas do Carmo e Garret, porque faltava um minuto para a hora. Ainda não tinha chegado e resolvo sentar-me ao lado de Pessoa. Eis que volvidos alguns minutos, ela chega, deslumbrante de vestido negro comprido e o seu ar etéreo. Pergunta-me se eu podia estar ali.

– Sabes os poetas gostam de estar próximos! Como eu e tu , pensei. Seria? Bebemos um chá e falámos durante duas horas. Lá fora a chuva apareceu e Isabel na urgência das horas abre o chapéu e entrámos nas ruas com a estética própria do primeiro encontro. As cartas abriram caminho para o resto.

Achava eu que janelas abertas, eram uma devolução física como dois lábios juntos. Isabel não sabia que eu era tão interior e quando assobiava na sua rua e abria as janelas para me ouvir, começou a desconfiar.

As soon as I ended the letter I remembered the day we first met. We had decided to meet at café Brasileira. I went up the streets Carmo and Garret with a great effort because there was only 1 minute left to the designated hour. She hadn’t arrived yet and I decide to sit next to Pessoa. After a few minutes, she arrives, stunning in her long black dress, looking ethereal. She asks me if I’m allowed to sit there.

– You know poets like to be close to each other! Like you and me, I thought. Really? We drank tea and talked for two hours. Outside the rain had started to fall and Isabel, rushed by time, opened her umbrella and we walked the streets in a kind of first-date aesthetic. The letters opened the way for the rest.

I thought that open windows were a physical restitution like two lips close together. Isabel did not know that I was so internal but when I whistled in her street and she opened the windows to listen to me, she began to suspect it.

“Uma profunda calentura universal” – Eduardo Alexandre Pinto (ENG-PT)

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ENG PT
REFLECTIONS ABOUT THINKING AND WHAT IS FELT REFLEXÕES SOBRE O PENSAMENTO E O QUE É SENTIDO
In the nucleus of a thought, lives calling questions, expressions of the deep infancy in the eye contact with human organized ideas around sexuality. What we know is not seen, we are in a perpetual response and there is a combination of every commencement with the fundamental electric discharge after a conceptual irony of the resignation from natural sources. This features who seat, read and conclude into transgressions as one warm decoration in human ́s basis to create life. These are willing notes with all senses becoming silence in the twilight worries which people burn in the adversity to know when we can declare in the time instinct transition into satisfaction. No núcleo de um pensamento vivem questões prementes, expressões da infância profunda no contacto visual com as ideias organizadas pelos humanos em torno da sexualidade. O que conhecemos não é visto, estamos em constante resposta e existe uma junção entre todos os começos e a descarga elétrica fundamental após a ironia conceptual da resignação a partir de fontes naturais. Isto inclui quem se senta, lê e conclui nas transgressões como única decoração cálida na base dos humanos para a criação da vida. São notas desejosas com todos os sentidos tornados silêncio no crepúsculo das preocupações que as pessoas queimam na adversidade para saberem quando podem declarar no tempo a transição instintiva para a satisfação.
The mighty nudity in our ego collides with the best life feelings as they come from the ancient days of living with a leader which is a wrong assumption cause each of us intimately dare to win in what we are, if by the time of growing cold, we are also trying to have a way to sway from dismay and insert in the atmosphere the scientific knowledge of an awareness built in tempest but the truth in real exception would grow warm and free, to join the living by the regular work inside the splendor of the naked. A poderosa nudez do nosso ego colide com os melhores sentimentos da vida já que estes provêm de tempos antigos da vivencia com um líder, o que é uma presunção errada, porque cada um atreve-se, no seu íntimo, a vencer naquilo que é, se na altura em que ficarmos frios estivermos também a tentar encontrar uma maneira de oscilar do descontentamento e inserir na atmosfera o conhecimento científico de uma consciência construída na tempestade, mas a verdade na exceção real crescerá quente e livre para se juntar aos vivos através do trabalho regular dentro do esplendor dos desnudados.